Ministério Toque de Fé

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RECADOS


03 de maio de 2015
Parabéns ao Ministério Toque de Fé por promover uma tarde de café, oração e louvor para os idosos da Vila Vicentina no ...
09 de dezembro de 2014
Quero agradecer o ministério pela festa maravilhosa, em nossa paroquia nossa senhora do Caravaggio, no morro do meio. ...
23 de setembro de 2014
Estivemos presentes no IV interdiocesano em Blumenau e
quero mais uma vez parabenizar a equipe Toque de Fé
pela ...

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Confira um Toque de Fé dos integrantes para você:

Rafaela Casemiro

Às vezes, faz parte da missão saber o quanto ainda teremos que doer. Saber que o percurso ainda será longo e que essa não será a última vez que nos sentiremos sem força. Jesus sempre soube que a cruz era para onde deveria olhar.



Não falarei das minhas angústias, mas do que elas me lembram e ensinam. Nunca procurei quem ouça sobre elas, mas com Deus tenho sempre longas e contínuas discussões. E é no meio destes conflitos que eu sempre, e mais uma vez, perco todos os meus argumentos pra um silêncio que detém toda a razão. Aceitar as coisas também é sinal de sabedoria. Quando a última palavra for a do sofrimento, não adianta forçarmos a porta que está trancada. Alguma bem ao lado pode estar ligeiramente encostada. A vida precisa o tempo todo ser ressignificada. Isso não quer dizer abandonar ou desistir. Mas é que tudo tem o seu fim, seja bom ou ruim. Só Deus permanece, só Ele resiste a todas as estações.



A nossa memória é uma de nossas maiores barreiras. Por causa dela, o tempo não consegue cumprir seu papel de passar, de levar. Ela não pode ser apagada, porém, pode ser realocada. Precisamos de espaço dentro de nós para ouvir a voz de Deus. Precisamos de vazios para que ela ecoe, bata nas paredes, volte, toque. A gente vive se trancando para evitar sofrer e nada nos faz mais mal do que isso. Corremos para fugir da chuva, quando um banho gelado poderia nos revigorar. Trancamos todas as janelas para nos proteger do frio, quando tudo o que precisaríamos seria respirar ar puro. Contradizemos nossa natureza, que é sermos filhos amados de Deus, nascidos para sermos felizes e para aguentarmos muito mais do que imaginamos. 



Vamos a algum lugar que tem uma famosa cachoeira. Durante o calor, no verão, em um específico horário, pessoas lotam o local para apreciá-la. Dezenas, centenas de pessoas. Mas, depois que todos vão embora, a cachoeira continua lá. Apesar de nem lembrarmos mais dela, mesmo longe das lentes das nossas câmeras, ela ainda está lá, respirando. No frio do inverno, em cada pôr do sol, na chuva, nas noites escuras ou estreladas, de segunda a segunda, neste momento em que estamos fazendo qualquer outra coisa. Simplesmente, seguindo, continuando. Precisamos viver e isso não é uma escolha. Cabe-nos apenas decidir as direções. E vale lembrar que, independente de como for, Deus estará lá.



Enfim, sofrer é humano. Mas, quando a música tocando tiver terminado, as pessoas no parque tiverem ido embora, os carros na rua tiverem diminuído, levantarmos a cabeça do computador, do celular e, enfim, nos dermos conta, a cor do céu já terá mudado, o dia já será outro. E isso, sim, é Divino.

 

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