Ministério Toque de Fé

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RECADOS


03 de maio de 2015
Parabéns ao Ministério Toque de Fé por promover uma tarde de café, oração e louvor para os idosos da Vila Vicentina no ...
09 de dezembro de 2014
Quero agradecer o ministério pela festa maravilhosa, em nossa paroquia nossa senhora do Caravaggio, no morro do meio. ...
23 de setembro de 2014
Estivemos presentes no IV interdiocesano em Blumenau e
quero mais uma vez parabenizar a equipe Toque de Fé
pela ...

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GBR

Confira um Toque de Fé dos integrantes para você:

Rafaela Casemiro
Saudade de Deus. Saudade de mim. De ouvir o que eu tenho a dizer a mim mesma. De ter um lugar pra chorar sem ser mal compreendida. De fugir do frio e da chuva inesperados naquela estação do ano e correr para dentro da capela segura, e ser permitida a estar ali, mesmo que ninguém saiba quem sou e de onde venho. De estar em um lugar por um instante sem precisar de uma desculpa para estar lá. Não porque estou com fome e saí pra comer. Não porque preciso comprar algo e saí para fazer isso. Não porque alguém chamou para fazer qualquer coisa. Só porque estar ali faz bem, acalma, protege a alma. E ali me senti assim: acolhida. Lembrei de casa, do jeito que costumava rezar. Do cheiro da madeira dos bancos, o som abafado pelo teto alto, a luz baixa, o murmúrio de três ou quatro pessoas conversando ao longe. Senti naquela capela um bem que demorou a me visitar desde a última vez. Que cessou a verborragia que vinha me esvaziando e me fez sentir aquele toque inconfundível que vem do que é santo e divino. E, só depois de muito tempo, meus olhos desviaram dos vitrais desenhados em mosaicos e percorreram as paredes, o teto, as colunas... e foram se dando conta de que algo estava diferente. Não encontrei a cruz que sempre está atrás do altar, nem as pinturas representando a via sacra, nem mesmo o sacrário. E, num instante, entendi que aquela não era uma igreja católica. Não sei qual era a religião, poderia ser qualquer uma. Mas imediatamente levantei de onde estava sentada, meio em surpresa, meio sem saber o que fazer. E então comecei a pensar que ali não era meu lugar, que ele não estava ligado a quem eu era, porque afinal a minha história se desdobra por uma realidade católica. Depois de dois ou três minutos ali, parada como se o chão estivesse se abrindo e eu tivesse que decidir se corria pra um lado ou outro, respirei... "mas do que eu estou falando?". Como se acordasse de um sono profundo, entendi a diferença tênue entre acreditar e dar nome ao que acreditamos. A esquematização da fé faz nascer as intolerâncias e preconceitos que nos movimentam para longe. Creio em A, por isso, nunca vou aceitar quem crê em B, ainda que socialmente eu diga respeitá-lo. Mas não podemos nunca conversar sobre isso, senão todos descobrirão que o que eu chamo de respeito é só hipocrisia disfarçada. Quando observo a mim mesma de longe, é quando reconheço e pondero melhor meu comportamento e colocações, em vários aspectos da vida. E, em relação a Deus, por exemplo, vi que a verdadeira fé se ritualiza no coração. Quando temos mais vontade do que tempo para rezar. Quando nossa alma se aperta de palavras que gostaríamos de conseguir dizer a Deus, mesmo sem lembrar uma única frase da Bíblia de cor. Ou quando de repente entramos em uma igreja sem nem ser capaz de dizer se é da nossa religião ou não, e ainda assim permanecemos ali, em paz, sem culpa, sem medo, sem a arrogância de achar que as pedras da nossa catedral são mais sagradas do que as de qualquer outra.

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