Ministério Toque de Fé

  • 03
  • 02
  • 01

RECADOS


03 de maio de 2015
Parabéns ao Ministério Toque de Fé por promover uma tarde de café, oração e louvor para os idosos da Vila Vicentina no ...
09 de dezembro de 2014
Quero agradecer o ministério pela festa maravilhosa, em nossa paroquia nossa senhora do Caravaggio, no morro do meio. ...
23 de setembro de 2014
Estivemos presentes no IV interdiocesano em Blumenau e
quero mais uma vez parabenizar a equipe Toque de Fé
pela ...

CIFRAS GBR


GBR

Confira um Toque de Fé dos integrantes para você:

Rafaela Casemiro
  O que nos torna seres únicos?  

Algo que sabemos fazer bem, talvez um talento? Algum tipo de legado que deixamos, um livro, uma composição, uma teoria científica? Alguma característica da nossa personalidade? Nosso trabalho, nossa arte? Talvez tudo isso nos destaque dos demais, faça-nos sermos vistos e lembrados. Mas o que realmente nos torna únicos?   

Tantos já fizeram tudo isso e tantos ainda farão. Tantas vezes nomes foram homenageados e tantas vezes ainda serão. Tantos retratos emoldurados em tantas paredes, tantas fotografias pretensiosas de não nos deixar envelhecer, passar. Mas o que realmente captura nossa essência? O que segura o tempo?  

Ainda aqueles que não encontram palavras para dizer e assinar embaixo, ou aqueles que não descobriram a cura para nenhuma doença, mesmo estes – e cada um – são únicos. Mas por quê? Pode ser que não saibamos cantar ou tocar um instrumento, mas é como se todos tivéssemos dentro de nós uma grande voz. Ela não apenas fala, mas grita, dança, suspira, adoece e se refaz. Há tempos em que também se aquieta, precisa das verborragias; descansa desse árduo labor que é se fazer ouvir, para deixar-se apenas ser.   

É ela que nos torna pequenos ou grandes, que nos faz chorar ou sorrir, que nos faz continuar ou deitar na cama e só querer sumir! Chama-se alma, cada pessoa tem a sua. E é por isso que cada um é um e nada menos do que isso. Talvez um tanto mais.   

Acontece de os outros, de repente, não se darem conta disso. Quando andamos na rua, não pensamos que aquela multidão de pernas apressadas faz parte de um corpo que abriga um ser humano. Especial. Que nunca existiu e não vai existir igual. Não conseguimos sentir o que não conhecemos.   

Mas, apesar desse anonimato a que estamos fadados, não podemos é nos tratar da mesma forma. Temos que ser conscientes do quanto somos raros, preciosos. E é a partir disso que tudo o mais que cabe à nossa vida ganha valor. De onde garimpamos inspiração e de onde as luzes vão se acendendo - claridade. Dos nossos olhos sai o mar do qual somos leito. Sendas de nós, estradas que ensinam sobre o nosso passo. Quem os encontrar será então pela primeira vez, porque os nossos caminhos levam a um lugar que não existe em mais ninguém.

Informativo

Cadastre seu endereço de email e receba as atualizações do site:


TWITTER